ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA CRUZ VERMELHA - LISBOA

 

A Escola Superior da Cruz Vermelha Portuguesa - Lisboa celebra, no ano letivo 2019/20, o seu 71º Aniversário, sendo uma das Escolas com maior tradição no Ensino da Saúde em Portugal.

 

No entanto, a origem da ESSCVP - Lisboa remonta à época da 1ª Grande Guerra Mundial quando, no Regulamento das Damas Enfermeiras da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha de 1917, é prevista a criação de escolas destinadas a habilitar senhoras que, durante a I Guerra prestariam serviços no campo de batalha em França e em Portugal, nos serviços de saúde adstritos à Cruz Vermelha, a título de voluntariado. Nestas escolas foram ministrados cursos elementares e complementares, ambos com uma duração de 9 meses.

 

Em 1947 nasce a Secção Auxiliar Feminina, responsável pela criação dos Cursos de Pronto Socorro, através dos quais nasceu o esboço do ensino de enfermagem na Cruz Vermelha Portuguesa. O curso teria a duração de um ano e seria lecionado por médicos. 

 

Contudo, o curso de pronto socorro não correspondia, em termos de formação técnica, ao objetivo preconizado pela Cruz Vermelha Portuguesa. Pelo que foi criado, ainda no ano letivo 1948/49, o curso de Auxiliares de Enfermagem. À semelhança do curso anterior seria lecionado por médicos, mas com uma duração de 2 anos e com estágios em dispensários, o que permitia o desenvolvimento de competências no âmbito da saúde pública. 

 

Considera-se este o início de atividade da atual ESSCVP - Lisboa.

 

No ano letivo 1950/51 existiam na escola dois cursos, correspondendo a 3 anos de formação: um ano de curso de pronto socorro, e dois anos do curso de auxiliares de enfermagem, respetivamente. A quem terminasse os últimos dois anos era atribuído o título profissional de Auxiliar de Enfermagem. 

 

Mais uma vez é sentida a necessidade de representar a formação ministrada. Neste âmbito, é criado o Curso de Enfermagem Geral (reconhecido oficialmente através da Portaria nº 13833, 7 de Fevereiro de 1952, Ministério do Exército). Iniciado ainda no ano letivo de 1951/52, passa a ter uma duração de 3 anos. Como requisitos de ingresso surgem a idade (entre 18 e 35 anos) e as habilitações literárias (conclusão do 2º ciclo dos liceus).

 

Ao longo dos anos a Escola adaptou-se às necessidades sociais e às alterações que surgiam no ensino oficial de enfermagem, pelo que, em 1955, os Cursos ministrados são equiparados aos das escolas oficiais e particulares, exceptuando duas especificidades: a Escola ser tutelada pelo Ministério do Exército (enquanto as restantes escolas dependiam do Ministério do Interior), e a inclusão de disciplinas no currículo que iriam dar resposta aos objetivos específicos da Cruz Vermelha.

 

O ano de 1957 é preponderante para a Escola de Enfermeiras e de Auxiliares de Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa, que vê aprovado o seu Regulamento através da Portaria nº 16232 do Diário do Governo, nº 71, Iª serie, de 28 de Março. 

 

Embora dependente da Cruz Vermelha, a escola adquire autonomia pedagógica, continuando a ser ministrados os dois cursos: o Curso de Enfermagem Geral e o Curso de Auxiliares de Enfermagem, este último realizado até ao início da década de 70.

 

Em 1976 surge uma nova reforma no ensino de enfermagem em Portugal: um novo plano de estudos a implementar nas escolas oficiais e particulares. Pretendendo manter uma semelhança de critérios na formação básica dos enfermeiros, a Escola solicita autorização superior para ser abrangida por essa alteração curricular, estipulando como condição manter disciplinas específicas, dando resposta aos objetivos da instituição, o que vem a ser concedido.

 

Em 1988 o ensino de enfermagem é integrado no Sistema Educativo Nacional ao nível do Ensino Superior Politécnico. No entanto, só em 1990 é regulamentado o Curso de Bacharelato em Enfermagem, através da Portaria nº 195/90, de 17 de Março. 

 

A partir desta data a Escola começa, desde logo, a preparar a sua integração, o que veio a acontecer em 1993 quando, pela Portaria Conjunta nº 557/93, de 31 de Maio dos Ministérios da Defesa, Educação e Saúde, a escola foi reconhecida como Escola Superior de Enfermagem e o seu Plano de Estudos aprovado, tendo sido iniciado o 1º curso de Bacharelato em outubro de 1993.

 

Em 1999, surge uma nova reforma no ensino de enfermagem (Decreto-Lei nº 353/99 de 3 de Setembro) e o Curso Superior de Enfermagem passa a ter uma duração de 4 anos e a conferir o grau de Licenciado. 

 

Em 2003, sem prejuízo da sua natureza de escola politécnica não integrada, a Escola Superior de Enfermagem passou a ser a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa -ESSCVP (Decreto-Lei nº 44/2003, de 13 de março), tendo por objetivo, nos termos do mesmo diploma, o ensino superior politécnico nos domínios da enfermagem e das tecnologias da saúde.

 

Já como ESSCVP, têm início mais três cursos Bietápicos: as Licenciatura Bietápica em Radiologia, Fisioterapia e Cardiopneumologia. 

 

No ano letivo 2006/07, a ESSCVP começa a trabalhar no seu ajustamento ao Processo de Bolonha e submete os seus planos de estudos ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em dezembro de 2007  (obedecendo ao legislado no Decreto-Lei nº 74/06 de Março). Ainda no ano lectivo 2008/09 inicia os Cursos de Licenciatura já adaptadas ao processo de Bolonha.

 

Em 2009 entra em funcionamento o Mestrado em Técnicas e Tecnologias de Imagem Médica, que se torna o primeiro ciclo de estudos levada a cabo pela A3ES. O respetivo Mestrado, juntamente com a Licenciatura em Radiologia, deixam de ter acreditação a partir do início de 2016.

 

Entretanto, são acreditados pela A3ES: o Mestrado em Cardiopneumologia, em colaboração com a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa (maio de 2012); Licenciatura em Osteopatia (julho de 2016); Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia (junho de 2017) e, mais recentemente, a Licenciatura em Podologia (julho de 2018).

 

Em junho de 2019, de modo a reduzir a possibilidade de confusão entre as designações das três escolas superiores de saúde das quais a Cruz Vermelha Portuguesa é entidade instituidora, a ESSCVP muda a sua designação para Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa - Lisboa (ESSCVP - Lisboa).

MISSÃO

 

A Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa - Lisboa (ESSCVP - Lisboa) integrada no Ensino Superior Politécnico desenvolve a sua atividade no âmbito do ensino superior da saúde.

 

A ESSCVP - Lisboa pauta-se pelos princípios fundamentais da Cruz Vermelha - Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade - integrando-os como valores na sua gestão quotidiana.

 

Integrando os princípios da Cruz Vermelha Portuguesa tem por missão formar profissionais na área da saúde, que prestem serviços de excelência, baseados em conhecimentos científicos atualizados e no contexto da aprendizagem ao longo da vida, em respeito pelas condutas sociais e singularidade das Pessoas.

 

O reconhecimento de interesse público foi atribuído à anterior Escola Superior de Enfermagem da CVP pela Portaria nº 557/93 e 31 de maio, tendo a ESSCVP - Lisboa mantido esse reconhecimento aquando da alteração de designação para Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (Decreto-Lei nº 44/2003 de 11 de março).

 

Para ter acesso ao Plano Estratégico, faça o download:

Plano Estratégico 2017-20

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RELATÓRIOS DE ATIVIDADE E DE AVALIAÇÃO EXTERNA

 

De acordo com o disposto no Artº 159º e 161º da Lei nº 62/2007, de 10 de setembro, disponibilizam-se os relatórios de atividades anuais e os relatórios de Auto-Avaliação e de Avaliação Externa da Instituição.

 

Relatórios de Auto-Avaliação e Avaliação Externa da Instituição

Relatório final da CAE (18.09.2018)

 

Relatório de Actividades

 

Ano Letivo 2018-2019

 

Ano Letivo 2017-2018

 

Ano Letivo 2016-2017

 

Ano Letivo 2015-2016

 

Ano Letivo 2014-2015