ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA CRUZ VERMELHA

 

A Escola Superior da Cruz Vermelha Portuguesa celebra no ano letivo 2018/19 o seu 70º Aniversário, sendo uma das Escolas com maior tradição no Ensino da Saúde em Portugal.

No entanto, a origem da ESSCVP remonta à época da 1ª Grande Guerra Mundial, quando no Regulamento das Damas Enfermeiras da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha de 1917 foi prevista a criação de escolas destinadas a habilitar senhoras que, durante a I Guerra estariam dispostas a prestar serviços no campo de batalha em França, e em Portugal nos serviços de saúde adstritos à Cruz Vermelha, a título de voluntariado. Nestas escolas foram ministrados cursos elementares e complementares, ambos com uma duração de 9 meses.

 

Em 1947, foi criada a Secção Auxiliar Feminina, responsável pela criação dos Cursos de Pronto Socorro, através dos quais nasceu o esboço do ensino de enfermagem na Cruz Vermelha Portuguesa.

O curso tinha a duração de um ano e era lecionado por médicos. Contudo, o curso de pronto socorro não dava resposta em termos de formação técnica ao objetivo preconizado pela Cruz Vermelha Portuguesa, tendo sido criado neste contexto, ainda no ano letivo 1948/49, o curso de Auxiliares de Enfermagem.

À semelhança do curso anterior era lecionado também por médicos, mas com uma duração de dois anos e a existirem estágios em dispensários, o que já permitia o desenvolvimento de competências no âmbito da saúde pública, considerando-se este o início de atividade da ESSCVP.

 

No ano letivo 1950/51 existiam na escola dois cursos o que correspondia a 3 anos de formação - um ano de curso de pronto socorro, e dois anos do curso de auxiliares de enfermagem respetivamente. A quem terminasse os últimos dois anos do curso de auxiliares de enfermagem respetivamente. A quem terminasse os últimos dois anos era atribuído o título profissional de Auxiliar de Enfermagem.

 

Mais uma vez é sentida a necessidade de representar a formação ministrada. Neste âmbito é criado o Curso de Enfermagem Geral, reconhecido oficialmente através da Portaria nº 13833 de 7 de Fevereiro de 1952 do Ministério do Exército, tendo sido iniciado o primeiro curso ainda no ano letivo de 1951/52. O Curso passa a ter duração de 3 anos.

Como requisitos de ingresso surgem a idade, entre 18 e 35 anos e as habilitações literárias, conclusão do 2º ciclo dos liceus.

 

Ao longo dos anos a escola foi-se adaptando, por um lado às necessidades sociais e por outro às alterações que iam surgindo no ensino oficial de enfermagem, pelo que em 1955 os Cursos ministrados são equiparados aos das escolas oficiais e particulares, apenas com duas especificidades: a escola ser tutelada pelo Ministério do Exército enquanto as outras escolas dependiam do Ministério do Interior, e a inclusão no currículo de disciplinas que iriam dar resposta aos objetivos específicos da Cruz Vermelha.

 

O ano de 1957 é preponderante para a Escola de Enfermeiras e de Auxiliares de Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa, porque através da Portaria nº 16232 do Diário do Governo, nº 71, Iª serie, de 28 de Março, vê aprovado o seu Regulamento.

Embora dependente da Cruz Vermelha, a escola adquire autonomia pedagógica, continuando a ser ministrados os dois cursos: o Curso de Enfermagem Geral e o Curso de Auxiliares de Enfermagem, este último realizado até ao início da década de 70.

 

Em 1976, surge uma nova reforma no ensino de enfermagem em Portugal com a aprovação de um novo plano de estudos a implementar nas escolas oficiais e particulares. Pretendendo manter uma semelhança de critérios na formação básica dos enfermeiros, a escola solicita nova autorização superior para ser abrangida por essa alteração curricular, estipulando como condição manter as disciplinas específicas para dar resposta aos objetivos da instituição, o que vem a ser concedido.

 

Em 1988, o ensino de enfermagem é integrado no Sistema Educativo Nacional ao nível do Ensino Superior Politécnico, no entanto só em 1990 é regulamentado o Curso de Bacharelato em Enfermagem, através da Portaria nº 195/90, de 17 de Março.

 

A partir desta data, a escola começou desde logo a preparar a sua integração o que veio a acontecer em 1993, quando pela Portaria Conjunta nº 557/93, de 31 de Maio dos Ministérios da Defesa, Educação e Saúde, a escola foi reconhecida como Escola Superior de Enfermagem e o seu Plano de Estudos aprovado, tendo sido iniciado o 1º curso de Bacharelato em Outubro de 1993.

 

Em 1999 surge nova reforma no ensino de enfermagem, através do Decreto-Lei nº 353/99, de 3 de Setembro, o Curso Superior de Enfermagem passa a ter uma duração de 4 anos e a conferir o grau de Licenciado.

 

Em 2003, sem prejuízo da sua natureza de escola politécnica não integrada, a Escola Superior de Enfermagem passou a ser a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (ESSCVP) (Decreto-Lei nº 44/2003, de 13 de março), tendo por objetivo, nos termos do mesmo diploma, o ensino superior politécnico nos domínios da enfermagem e das tecnologias da saúde.

Nesse mesmo ano, já como ESSCVP, têm início mais três cursos Bietápicos: as Licenciatura Bietápica em Radiologia, Fisioterapia e Cardiopneumologia.

 

No ano letivo 2006/2007, para dar resposta ao legislado no Decreto-Lei nº 74/06, de Março, a ESSCVP começa a trabalhar na sua educação ao Processo de Bolonha, tendo submetido os seus planos de estudos ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em Dezembro de 2007, com início dos Cursos de Licenciatura adequados ao processo de Bolonha no ano Lectivo 2008/2009.

 

Em 2009, entra em funcionamento o Mestrado em Técnicas e Tecnologias de Imagem Médica, que se torna o primeiro ciclo de estudos levada a cabo pela A3ES, este Mestrado, juntamente com a Licenciatura em Radiologia, deixam de ter acreditação a partir do início de 2016.

 

Entretanto, são acreditados pela A3ES: o Mestrado em Cardiopneumologia (em colaboração com a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa), em maio de 2012; a Licenciatura em Osteopatia, em julho de 2016; a Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, em junho de 2017 e, mais recentemente a Licenciatura em Podologia (julho, 2018).

MISSÃO

 

A Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (ESSCVP) integrada no Ensino Superior Politécnico desenvolve a sua atividade no âmbito do ensino superior da saúde.

 

A ESSCVP pauta-se pelos princípios fundamentais da Cruz Vermelha - Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade - integrando-os como valores na sua gestão quotidiana.

 

Integrando os princípios da Cruz Vermelha Portuguesa tem por missão formar profissionais na área da saúde, que prestem serviços de excelência, baseados em conhecimentos científicos atualizados e no contexto da aprendizagem ao longo da vida, em respeito pelas condutas sociais e singularidade das Pessoas.

 

O reconhecimento de interesse público foi atribuído à anterior Escola Superior de Enfermagem da CVP pela Portaria nº 557/93 e 31 de maio, tendo a ESSCVP mantido esse reconhecimento aquando da alteração de designação para Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (Decreto-Lei nº 44/2003 de 11 de março).

 

Para ter acesso ao Plano Estratégico, faça o download:

Plano Estratégico 2017-20

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ESTATUTOS E REGULAMENTAÇÃO

 

A ESSCVP desenvolve a sua actividade em especial na Área das Ciências da Saúde e rege-se por Estatutos próprios e Regulamentação Interna.

 

Para teres acesso aos seguintes documentos, faz o download:

 

Estatutos da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (Despacho nº 19593/2009)

 

Regulamento do Conselho Técnico Científico (Regulamento n.º 337/2017 de 23 de junho)

 

Regulamento Pedagógico (julho 2018)

 

Adenda ao RP ano letivo 2017/2018 com regime de precedência Enfermagem (ano transição)

 

Regulamento do Provedor do Estudante

 

Regulamento Disciplinar

 

Regulamento do Estudante com Estatuto Especial

 

Regulamento de Reconhecimento e Creditação de Competências

 

Regulamento de Propinas, Taxas e Emolumentos - 2018/2019

 

Regulamento Interno

 

Regulamento do Estudante em Regime Livre

RELATÓRIOS DE ATIVIDADE E DE AVALIAÇÃO EXTERNA

 

De acordo com o disposto no Artº 159º e 161º da Lei nº 62/2007, de 10 de setembro, disponibilizam-se os relatórios de atividades anuais e os relatórios de Auto-Avaliação e de Avaliação Extrema da Instituição.

 

Relatórios de Auto-Avaliação e Avaliação Externa da Instituição

Relatórios de Atividades institucional submetido em 2017

 

Relatório de Actividades

 

Ano Letivo 2017-2018

 

Ano Letivo 2016-2017

 

Ano Letivo 2015-2016

 

Ano Letivo 2014-2015